Tribuna da Bahia
“Estou muito chateado por desrespeito a mim com relação à publicação de imagens lá de dentro do Instituto, responsabilidade que tem a própria Polícia Federal”, disse.
Desde quando foi libertado da prisão no Macapá, na última sexta (12), o ex-deputado e secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins Filho (PMDB), está em Brasília com a família e não para de receber manifestação de apoio pelo episódio de sua prisão na terça (9) sob suspeita de corrupção no Ministério do Turismo. Diversas lideranças políticas baianas e de outras regiões do país vêm afirmando que Colbert foi injustiçado.
Ontem, por exemplo, o peemedebista conversou com o vice-presidente da República e correligionário, Michel Temer. Apesar da injustiça a qual alega ter sofrido, Colbert só deverá formalizar algum pedido de retratação por parte da Polícia Federal (PF) após o Ministério Público Federal (MPF) se pronunciar. A informação foi confirmada à Tribuna por um familiar que pediu para ter sua identidade preservada. Colbert Martins deve chegar da capital federal amanhã.
Em sua primeira entrevista após ter deixado a prisão, ele falou por telefone no programa “Bom Dia Feira” sobre a “Operação Voucher” e seus desdobramentos. Em sua defesa, Colbert explicou que se existisse qualquer recomendação do TCU ou do Ministério Público, não teria assinado a liberação da última parcela de R$ 900 mil em favor do instituto investigado pela PF. Sobre o uso de algemas e o vazamento de fotos no presídio, o peemedebista lamentou os episódios.
“Estou muito chateado por desrespeito a mim com relação à publicação de imagens lá de dentro do Instituto, responsabilidade que tem a própria Polícia Federal”, disse.
Além do PMDB baiano, a legenda também ensaia nova rebelião em nível nacional contra o governo. A insatisfação é, inclusive, endossada pelo vice-presidente Michel Temer, que fez queixas à presidente Dilma Rousseff e ligou para o aliado no sábado, após ele deixar a cadeia. Temer diz que não há provas do envolvimento do peemedebista em fraudes no Ministério do Turismo e que a ação da Polícia Federal causou danos à imagem da sigla.












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