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Para sindicato, readmissão de operários é manobra da construtora R. Carvalho para evitar indenizações

Rede Bahia | G1

Sindicato da Construção e Ministério Público são contrários a proposta da construtora, que dispensou 5.200 profissionais em Feira e Barreiras. Empresa é responsável por obras do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, nestas cidades.

Uma proposta da construtora R. Carvalho de suspender a demissão de 1.200 funcionários está causando polêmica na Bahia. A construtora quer pagar os dias não trabalhados e anular o pagamento da rescisão desses funcionários demitidos. O Sindicato da Construção Civil e o Ministério Público são contra a proposta.

Mais de 5 mil operários foram pegos de surpresa em julho, com demissão em massa na construtora R. Carvalho

Responsável pela execução de projetos do programa federal ‘Minha Casa, Minha Vida’, a empreiteira responsável anuncioucrise financeira no dia 11 de julho e demitiu 5.200 funcionários nas cidades de Feira de Santana e Barreiras no dia 20 de julho.

De acordo com o sindicalista Edvaldo Barbosa, os trabalhadores devem receber os direitos da rescisão trabalhista. “O que a Justiça junto com o Sindicato decidirem, todos aqueles, mesmo trabalhando, devem ter garantido os seus direitos”, afirma.


Segundo o advogado da construtora, Roberto Menezes, 1.200 trabalhadores teriam a demissão suspensa e dez obras da empresa seriam retomadas ainda esta semana. “A continuidade do impasse com o sindicato representará a não conclusão, a não retomada das atividades normais da empresa”,  diz.

A operação não pode ser feita porque os bens da construtora foram bloqueados. A medida foi tomada para garantir o pagamento dos direitos trabalhistas dos demitidos. “O Ministério Público do Trabalho (MPT) não aceita também, não concorda com o fato do empregado abrir mão das suas verbas, porque ele faz jus àquele direiro. Agora, para viabilizar a atividade da empresa, porque é uma questão social que envolve a situação, nós sentamos e discutimos a possibilidade, deixando bem clara a ressalva de um empregado poder recorrer à Justiça do Trabalho o restante da verba”, explica.

Os 5.200 funcionários da R. Carvalho foram demitidos há cerca de um mês. A construtora paralisou as obras de quase 10 mil imóveis em Feira de Santana. O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil não aceita a proposta de suspender as demissões.



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