Terra
A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta sexta-feira que qualquer ajuda financeira à zona do euro seja feita por meio do Fundo Monetária Internacional (FMI), e acrescentou que o Brasil se dispôs no encontro do G20 a participar da capitalização do Fundo.
“Eu não tenho a menor intenção de fazer nenhuma contribuição direta para o Fundo de Estabilização Europeu”, disse a presidente durante entrevista coletiva, após reunião do G20 em Cannes. “O Brasil tem um mecanismo, que é o mecanismo que rege as relações internacionais, via Fundo Monetário.” Dilma disse ainda que os países que compõem o Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – concordaram durante a cúpula do G20 que uma eventual ajuda à zona do euro, que enfrenta uma aguda crise de dívida, deve ser feita por meio do FMI.
A presidente voltou a defender uma reforma na governança do organismo multilateral de crédito que, na avaliação dela, deve refletir a mudança de correlação de forças no cenário global. Na entrevista, Dilma argumentou que uma ampliação do FMI contribuirá também para a redução do risco sistêmico a economia global.
Na avaliação de Dilma, os países da zona do euro “deram um passo à frente” no enfrentamento da atual crise econômica e o encontro também resultou em um consenso “entre muitos países do G20” de que a retomada da estabilidade econômica passa pela recuperação do crescimento da economia.
Dilma também disse que o Brasil se coloca favoravelmente à criação de uma taxa financeira global, proposta defendida já há algum tempo por algumas lideranças europeias, como França e Alemanha. “Nós não somos contra se todos os países adotarem uma taxa”, disse a presidente. “Se tiver uma taxa financeira global, o Brasil adota também. Nós não somos contra.”












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