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Servidores pedem reajuste salarial ao Governo Federal desde julho. Apenas 40% dos profissionais estão em atividade e auxiliam as audiências.
O Tribunal Regional do Trabalho da 5° Região (TRT-5) soma 250 dias de atividades paralisadas devido à greve iniciada pelos servidores há cinco meses. Cerca de oito mil processos estão parados, segundo o diretor do órgão, Paulo Temporal. Na sede do Tribunal, localizada no bairro do Comércio, em Salvador, apenas 40% dos servidores permanecem no trabalho e dão suporte para que os juízes possam realizar as audiências.
Na Bahia, são cinco mil trabalhadores federais que pedem reajuste salarial e querem que o governo rejeite o Projeto de Lei em tramitação no Congresso que, se for aprovado, congelaria os investimentos no serviço público por dez anos. “Na hora em que houver o acordo, houver a aprovação do nosso projeto, da revisão do salário, dessa conversa com o governo [federal], a greve acaba. Então, não há prazo marcado. Se depender de nós, ela acaba hoje mesmo”, aponta Adnaldo Medeiros, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal (Sindijufe-BA).
De acordo com a Associação Baiana dos Advogados Trabalhistas, por conta da greve, direitos como rescisão, aviso prévio, seguro desemprego, férias e 13° salário, garantidos na Justiça, não estão sendo pagos, mesmo quando a decisão do juiz é favorável. “No momento em que uma greve de mais de cinco meses precariza o serviço da Justiça do Trabalho, o trabalho se prejudica, porque fica sem as parcelas que vão garantir a sua subsistência e da sua família”, afirma Ricardo Caribé, presidente da Associação.
Para a empresária Airam Ribeiro, usuária do serviço, os pedidos dos servidores são válidos, mas precisam de um limite. “Acho que luta é correta, mas ela não pode atrapalhar a vida de toda população”, opina.
Tentativa de negociação
Representantes do TRT-5 e da categoria dos servidores se reuniram na quarta-feira (16) para tentar resolver o impasse grevista. Segundo o diretor do Fórum Trabalhista, Paulo Temporal, o encontro não gerou avanços nas negociações.
“Não depende do Tribunal, a gestão não pode conceder o que eles estão pedindo. O que a direção pretende fazer como gestor do órgão é tentar ver se a greve acaba tomando até atitudes mais drásticas”, afirma. Uma das atitudes, segundo Temporal, pode ser a “punição” para os servidores que permenecerem em greve, apesar do movimento ser garantido pela Constituição. O teor da “punição” ainda não foi definido. Os serviços do órgão começam às 9h e se encerram às 13h, de segunda a sexta. O horário, que se estendia até 17h, foi reduzido no começo do mês de novembro.
Juiz fala sobre paralisação dos servidores do judiciário:












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