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Visitantes se decepcionam com estado de pontos turísticos em Salvador

Correio

Depois de um 2011 de transtornos, o Elevador Lacerda chega ao Verão com duas das quatro cabines funcionando. Já o entorno do Mercado Modelo está costumeiramente sujo.

lmproviso na orla segue por mais uma estação depois do fim das barracas

O Verão chegou em Salvador e, como de costume, os turistas também. Mas, o encanto do olhar estrangeiro pode ser desfeito para aquele que espera encontrar os pontos turísticos vendidos nos mais lindos cartões-postais. Quem é da casa e vive a vida real da cidade também se incomoda com a sujeira e a degradação do que há de melhor em Salvador.

As barracas de toda a orla de Salvador? Foram derrubadas em agosto do ano passado e até hoje não há sinal de alternativa para quem vai à praia ou precisa dela para sobreviver. “Estamos com vários pacotes vendidos para janeiro e fevereiro, mas encontrando uma cidade com uma série de dificuldades. Isso vai fazer com que as pessoas não retornem”, disse o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens da Bahia (Abav/BA), Pedro Galvão.

Depois de um 2011 de transtornos e propostas de privatização, o Elevador Lacerda chega ao Verão com duas das quatro cabines funcionando. O entorno do Mercado Modelo está costumeiramente sujo. As cores do Pelourinho, todo mundo vê, já não são mais as mesmas.

Má impressão

Com três dias para aproveitar a cidade, o farmacêutico Expedito da Silva Filho, 28 anos, e a professora Raquel Carvalho, 29, escolheram começar por um passeio no Pelourinho, mas não viram o paraíso prometido pela agência de turismo. “A limpeza e a conservação daqui são muito ruins”, disse ele.

Morando há dois anos em Salvador, o músico pernambucano Jairo Soares, 22 anos, sempre recebe amigos de outros estados em casa e por isso conhece muito bem os percalços que enfrenta na região turística da cidade. Exatamente por isso, não deixa de reclamar de situações como a das cabines do elevador Lacerda. “Tá mal aquilo, precisando de uma reforma urgente. Fica balançando, fazendo barulho”.

Tendo que conviver com o lixo, a comerciante Maiara Bonfim, 23 anos, que trabalha em frente ao Mercado Modelo há três anos, reclama da coleta no local. “Isso aqui é um fedor, uma sujeira. O próprio pessoal de dentro joga e os sacizeiros ficam aqui revirando”, conta. O secretário estadual de Turismo, Domingos Leonelli, admite que os problemas da cidade afetam o turismo. “Sei que isso prejudica. V



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